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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

GAITA-DE-FOLES

«Porto: Festival Internacional da gaita de foles em Abril
O I Festival Inter-Atlântico da gaita-de-foles pretende tornar o Porto uma “referência internacional” do instrumento, que “invadirá” a cidade de 16 a 20 de Abril. Aulas, concertos e exposições são apenas algumas das iniciativas que vão marcar o evento. Músicos, pedagogos, didatas, conferencistas e formadores portugueses e estrangeiros estão entre as centenas que vão estar espalhados em múltiplas iniciativas dispersas pela cidade em iniciativa promovida pela Cooperativa do Povo Portuense. “Queremos afirmar o Porto no contexto internacional, como provável ponto de partida deste instrumento para o norte atlântico e Brasil, onde foi o primeiro instrumento Europeu a soar”, refere Paulo Jorge Teixeira, presidente da instituição. Aulas de iniciação ao instrumento, concertos didáticos nas escolas, animação de espaços públicos, bem como oficinas de iniciação e aperfeiçoamento são alguns dos momentos que vão marcar a iniciativa, que conta ainda com várias conferências, debates e exibições em vários pontos da cidade. A teoria de que terá sido Portugal a exportar o instrumento para a Escócia, onde é instrumento nacional, é um dos temas em debate. Além do Porto, em Portugal o instrumento está atualmente mais enraizado em Trás-os-Montes, Minho e região de Coimbra. "A nível de referência cultural, o Porto não criou ainda uma identidade reconhecida que faça justiça à sua posição geográfica. A médio prazo queremos que a gaita-de-foles seja mais uma porta cultural e tornar a cidade uma referência internacional neste instrumento", conclui.»
Fonte: boasnoticias.pt

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

KRONOS

Álbum Kronos - Cristina Branco

1 Trago Um Fado
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – Bernardo Couto Lyrics By – Manuel Alegre Music By – Ricardo J. Dias Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
3:17
2 Eterno Retorno
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – Bernardo Couto Lyrics By – Hélia Correia Music By – Janita Salomé Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
2:58
3 Bomba Relógio
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – Bernardo Couto Lyrics By – Sérgio Godinho Music By – Sérgio Godinho Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
3:46
4 Longe Do Sul
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – Bernardo Couto Lyrics By – Miguel Farias Music By – Carlos Bica Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
3:36
5 Margarida
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – José Manuel Neto Lyrics By – Álvaro De Campos Music By – Mário Laginha Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva Vocals – Jorge Palma
2:33
6 O Meu Calendário
Accordion – Ricardo J. Dias Double Bass – Bernardo Moreira Guitar [Classical ] – Mário Delgado Lyrics By – Amélia Muge Music By – Amélia Muge
3:50
7 Bichinhos Distraídos
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – José Manuel Neto Lyrics By – José Mário Branco Music By – José Mário Branco Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
3:41
8 Tango
Double Bass – Bernardo Moreira Guitar [Portuguese] – Bernardo Couto Lyrics By – Vasco Graça Moura Music By – Mário Laginha
4:02
9 Eléctrico Amarelo
Acoustic Guitar – Mário Delgado Double Bass – Bernardo Moreira Lyrics By – Carlos Tê Music By – Rui Veloso Piano – Ricardo J. Dias Resonator Guitar – Mário Delgado
3:32
10 O Rapaz Do Trapézio Voador
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – José Manuel Neto Lyrics By – Vitorino Music By – Vitorino Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
3:07
11 O Sítio
Lyrics By – João Paulo Esteves Da Silva* Music By – João Paulo Esteves Da Silva* Piano – João Paulo Esteves Da Silva*
4:47
12 Uma Outra Noite
Acoustic Guitar – Mário Delgado Double Bass – Bernardo Moreira Lyrics By – João Paulo Esteves Da Silva* Music By – Ricardo J. Dias Piano – Ricardo J. Dias
2:58
13 Fado Do Mal Passado
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – José Manuel Neto Lyrics By – Júlio Pomar Music By – António Victorino D'Almeida Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
2:28
14 Histórias Do Tempo
Acoustic Bass – Fernando Maia Guitar [Portuguese] – Bernardo Couto Lyrics By – Amélia Muge Music By – Ricardo J. Dias Piano – Ricardo J. Dias Viola – Alexandre Silva
3:21

FONTE: Discogs

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

IR MAIS FUNDO - EXPERIMENTAR

Fonte para a nota: Jornal de Letras - Manuel Halpern.
Vídeo: Aqui.

Para mim, uma lufada de ar fresco: «O experimentar na m'incomoda: Tradição de vanguarda Será um folctrónico ou uma retradição? Talvez seja mesmo necessário inventar uma palavra para classificar o primeiro disco de O Experimentar na m'incomoda. Ou uma expressão aparentemente contraditória, como 'folclore urbano' ou 'tradição de vanguarda'. Notável é que, com canções como Bela Aurora, Caracol ou As Ilhas de Bruma, Pedro Lucas conseguiu fazer um dos melhores discos de 2010. Ou será de 2015?
Será um folctrónico ou uma retradição? Talvez seja mesmo necessário inventar uma palavra para classificar o primeiro disco de O Experimentar na m'incomoda. Ou uma expressão aparentemente contraditória, como 'folclore urbano' ou 'tradição de vanguarda'. Notável é que, com canções como Bela Aurora, Caracol ou As Ilhas de Bruma, Pedro Lucas conseguiu fazer um dos melhores discos de 2010. Ou será de 2015?
Outra forma de ouvir a coisa é pensando que está encontrado o mais fiel herdeiro de João Aguardela e do seu Megafone. O parentesco é mais do que óbvio. Tem mais a ver com o conceito do que com o resultado final. Ambos fazem uma releitura urbana de sons tradicionais. Lucas fechou-se no universo açoriano, principalmente no disco O cantar na m'incomoda, de Carlos Medeiros. Descobriu ali uma base melódica para construir a sua música. E diga-se que não é difícil misturar universos antagónicos, o mundo das remixes está cheio de exemplos. O que é difícil é fazê-lo bem. Que lhe seja dado o mérito.
Aqui temos o campo e a cidade servidos de uma forma híbrida. Sente-se a tradição e sente-se a modernidade. Mas o que conta é que foi construído um novo objeto, que passa de forma fluida. É na encruzilhada entre o cosmopolitismo e a insularidade que se situa Pedro Lucas, não fosse o faial, por tradição, a mais cosmopolita paragem do arquipélago.
Foi ali que Pedro Lucas nasceu há 25 anos. Estudou música no conservatório, aprendeu a tocar guitarra e participou nas filarmónicas locais. Mas na adolescência, naturalmente, fugiu daqueles sons. Já adulto mudou-se para Lisboa e, num curso da Re-start, aprofundou os seus conhecimentos técnicos no domínio da música por computador. A capital não lhe agradou. E regressou rapidamente para o faial. Até que aproveitando a sua condição de cidadão europeu, emigrou para Copenhaga, onde vive há cerca de um ano e trabalha num bar.
Foi enquanto estava nos Açores que, ao ver um concerto de Zeca Medeiros, teve a ideia do projeto. Sobretudo ao ver Carlos Medeiros, que também participava. "O disco faz uma abordagem diferente, de cantautor, sobre a música tradicional. Fiquei fascinado".
Um ponto de partida. Começou a explorar aqueles sons no computador e a fazer experiências, até que o disco ganhou forma. Só a meio do processo se cruzou com o som do Megafone de Aguardela: "Não conhecia. Quando ouvi, percebi que tinha de ir noutro sentido".
Concorreu aos prémios Megafone e foi apurado para a final. Dos três selecionados foi o único sem discos editados. O prémio foi atribuído aos mirandeses Galandum Galundaina, mas Pedro Lucas ganhou uma importante menção honrosa. O concerto foi uma surpresa, apesar de se ter notado a ausência de ensaios. Porque aconteceu ali, em palco, um bonito encontro de gerações, com as participações de Zeca e Carlos de Medeiros. Sobretudo a interpretação de As Ilhas de Bruma, por Zeca Medeiros, como se fosse um blues. O figurino porventura pouco prático. Mas Pedro insiste: "Gostava de ter sempre uma formação de banda, mas já percebi que tenho de ter uma alternativa mais portátil". Experimentar na m'incomoda é um autêntico disco voador.»

IR MAIS FUNDO - MEGAFONE

Fonte da nota: Palco Principal.
Vídeo: Aqui.

Feliz aquele que pensou em misturar três estilos musicais tão distintos. Pessoalmente, não tinha particular predilecção por qualquer deles. Agora gosto dos três: música tradicional portuguesa, drum’n’bass e jungle. Em 2005, no círculo de amizade dos Amigos do Cáster, apresentaram-me este projecto do João Aguardela. Chamava-se "Megafone". A saber «Megafone foi um projecto do músico português João Aguardela (1969-2009), que esteve também envolvido na criação d’Os Sitiados, da Linha da Frente e d’A Naifa. Em 1997, foi lançado o álbum Megafone I, que vestia com roupagens electrónicas (em que o jungle e o drum ‘n bass são notórios) as recolhas de música tradicional efectuadas por Michel Giacometti e José Alberto Sardinha. A frase de Aguardela “música para uma nova tradição” é citada frequentemente como um resumo do propósito e da atitude do músico neste seu trabalho.»